domingo, 27 de fevereiro de 2011

desmotivação irracional

Há algumas horas que pousam na minha secretária uns quantos livros, que no computador estão janelas abertas e que algumas folhas pairam por aí. Diz um cabeçalho Sessentas Estrangeirados, mas os meus olhos desviam-se. Diz outro Ética Sofistica: o papel educativo da relativização dos valores. Mas não é de política, nem de bem, nem de Sócrates, nem de Cálicles, nem do liberalismo em Portugal, nem de estatística, nem de métodos eleitorais, nem de probabilidades que quero falar. Aliás, não quero falar. Sinto a saudade do teu abraço ao abrigo das árvores frescas de primavera e o único desejo que tenho é de correr para os seus braços, chorar no seu ombro e rogar-lhe que não vá embora. Mas não consigo arrepender-me do que disse, por mais que a estime, porque sei que estou certa.
Por isso, vou tomar banho. Talvez me passe a sensibilidade e me concentre na Razão, porque só ela me dá bons conselhos. E porque preciso de trabalhar e não me quero ir abaixo.



Por que raio arranjo sempre um motivo para ficar não feliz quando pareço estar bem?