quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Cristianismo enquanto plágio e fraude

     É indubitável a importância da astrologia nas nossas vidas, refletida na base da estruturação da humanidade.
     De facto, o Homem sempre adorou o Sol, porque este fornecia calor, visão e segurança, protegendo do frio da noite e dos predadores que poderiam eventualmente atacá-lo; para alem disso, permitia a vida e as colheitas. Dada a sua importância, o Sol passou a representar uma entidade superior e admirável, um criador nunca antes visto: Deus. Sendo que Jesus Cristo era o seu filho, este representava a luz, o calor e o dia; e, sendo que esta existência é meramente simbólica (ou representativa) o cristianismo é um plágio à adoração do Sol, onde o Sol é substituído por Cristo e a ele é prestada a adoração originalmente prestada ao Sol.
     Mais se agrava quando temos a noção deste problema não se prender apenas a isto, mas sim por não ser uma paródia original: por volta de 2600 a.C., é criado o mesmo mito, mas com diferentes designações, existindo um Hórus egípcio, em vez dum Cristo romano, e, no espaço de tempo entre a suposta existência de Hórus e a de Cristo, estão muitas outras religiões com o mesmo mito e designações diferentes. Todos os acontecimentos que se relacionam com a existência de Cristo, desde o seu nascimento à sua morte, passando pela sua mensagem, estão baseados em acontecimentos astrológicos, utilizados já em outros mitos de outras religiões. Ora, sendo que em tudo a história de Cristo é um plágio, torna-se visível em que medida o cristianismo é uma fraude e uma mentira convincente.
     Ilustrando esta ideia, temos a biografia de Hórus. Hórus nasceu a 25 de dezembro e a sua mãe era a virgem Ísis-Meri. O seu nascimento foi acompanhado por uma estrela a Este, seguida por três reis. Aos doze anos, foi professor e aos trinta Anup batizou-o. Tinha doze discípulos com os quais viajou, fez milagres como curar doentes e andar sobre a água. Tinha alcunhas como A Verdade, A Luz, Filho Adorado de Deus, Bom Pastor e Cordeiro de Deus. Foi traído por um dos seus discípulos, crucificado, enterrado e ressuscitou três dias depois. Não é esta história semelhante à de Cristo? Agrava-se tudo isto quando se tem noção de que nem a história de Hórus é um acontecimento histórico, mas sim uma interpretação metafórica do que se passava na Natureza.
     Contudo, há que admitir que é descabido afirmar que a história em que a sociedade judaico-cristã se baseou durante séculos e séculos é uma mentira, pois, como é sabido, é comum que as mentiras sejam rapidamente reveladas. É um pouco improvável que uma história tão falaciosa tenha dominado uma sociedade tão vasto, a ponto de estar enraizada na grande maioria das pessoas.
     É necessário salientar que a única prova de que Cristo existiu é a escrita bíblica, que é apenas um livro com teorias morais, não um livro com factos históricos. Seria de esperar que uma pessoa que teve um impacto tão grande fosse mencionada pelos historiadores da épica, mas estes foram numerosos e nenhum deles documentou esta personagem, à exceção de quatro deles: Plínio, Suétonio e Tácito falam apenas em cerca de duas ou três frases, não para referir o nome duma pessoa, mas sim como adjetivo ou cognome, pois "Cristo" significa "escolhido; e Josefo, que foi provado ser uma farsa, já há alguns séculos atrás.
     Por tudo o que foi dito, pode-se concluir que o cristianismo é uma fraude, plagiada de religiões anteriores ao mesmo, com fundamentos meramente astrológicos e míticos, e não históricos.

12 comentários:

H. Santos disse...

David Icke também falou disto num dos seus documentários...

As religiões só servem para induzir as pessoas a fazer algo, seja bom ou mau. Aproveitam-se da necessidade das pessoas de acreditar em algo, de ter esperança, e alimentam-se a conta disso.

Cármen disse...

H. Santos: Verdade. Muito bem sintetizada, a finalidade das religiões. Nem sempre têm o objetivo de levar alguém a fazer algo mau, mas têm sempre a intenção de mobilizar massas. As pessoas aderem por emoção, apegam-se a hipóteses de verdade e tomam-nas como absolutas. Assim, é fácil manipulá-las.

Adriana disse...

Não sabia dessa história de Hórus. Muito interessante =P
Já tinha ouvido dizer que a religião cristã se baseava em crenças preexistentes, tal como a maioria das religiões que surgiram ao longo dos tempos, sendo um dos objectivos desse "plágio" converter mais facilmente as pessoas a uma nova religião que lhes é imposta.
Há alguns defensores da religião cristã a quem adorava mostrar isto xD

H. Santos disse...

Eu só gostaria de saber, porque é que a menina gosta do Natal e tem um presépio!!? (hehehe)

Cármen disse...

Adriana: Eu, sinceramente, deixei de tentar mobilizar as pessoas ao abandono das religiões. Se quiserem a minha opinião, eu dou; mas, desde que não façam mal aos outros, deixo-os estar. Isto é, considerando por "mal" as ações que podem magoar e fazer sofrer. Excluo, desta forma, a ignorância, porque, atualmente, pelo menos na nossa sociedade, acho que só adota a ignorância quem por ela se atrai... e isso é uma opção deles. Só tento interferir na opinião dos outros quando essas mesmas opiniões provocam mal estar aos outros, ou seja, quando deixam de ser problemas pessoas, para serem sociais.
Esse ponto de vista, de adotar as crenças já existentes às especificidades da religião que se quer fundar, para uma mais fácil persuasão, parece-me curioso, porque faz todo o sentido...
No ano passado, eu e um colega tivemos a ousadia de apresentar, sem papéis, esta dissertação a duas turmas. No final, uma colega nossa, que é testemunha de Jeová, disse-me, tranquilamente: não. Segundo ela, os ensinamentos que nós temos do cristianismo não são cristãos, mas sim pagãos. Ela acredita que o catolicismo plagiou elementos do paganismo. Um exemplo é a estrela que conduziu os três Reis magos até a Jesus, quando este nasceu: segundo a religião dela, essa estrela foi enviada pelo Diabo para que soubessem onde Jesus estava, para o matarem. Contudo, não sei a história completa, porque ela sabe que eu continuo sem acreditar que Jesus tenha existido, devido a todas as circunstâncias que enumerei nesta dissertação. Mas, pegando no que tu disseste, ponderemos: não faz sentido que o catolicismo tenha adotado casualidades pagãs para a melhor persuasão das massas? Parece-me um ponto de vista diferente e interessante.

H. Santos: O que eu me ri com este comentário! A sério... tu és genial! xD
Sabes, no ano passado, por esta altura (alguns meses depois de começar a refletir e a pesquisar acerca disto) eu assumia claramente a minha oposição ao Natal, pelo seu sentido original. Seria, a meu ver, hipócrita da minha parte celebrar o Natal com ânimo tendo consciência destes factos.
Contudo, uma amiga fez-me entender isto sob um ponto de vista ligeiramente diferente. Ela concorda inteiramente com estas conclusões, mas admite que o Natal deixou de ter um caráter tão religioso, para adquirir uma conotação profundamente familiar/social. Assim, para ela, celebrar o Natal era importante, não pelo que representava nos seus primórdios, mas pelo espírito de calor, convivência e de reconciliação para com os próximos, sobretudo a família.
O atual espírito natalício ensinou-me algo que, a meu ver, devia fazer parte da aprendizagem de mais pessoas. É que as pessoas, por mais antipáticas que sejam durante todo o ano, na época natalícia fazem as pazes, perdoam e amam-se. O facto de não adquirirem o espírito natalício de forma permanente dá ao Natal mais um caráter hipócrita, mas isso depende das pessoas para ser alterado. Se todos, diariamente, procurássemos a reconciliação e o perdão (merecido, claro) o mundo seria muito melhor, porque seria mais pacífico. A bondade é apenas moral, mas, neste caso, extender-se-ia quase mesmo à legalidade.
Em suma, o Natal ensina que, independentemente das diferenças, devemos respeitar-nos mutuamente e aceitar, tolerar, as diferenças do próximo, pelo menos enquanto não agridem as nossas. Nessa situação, devemos recorrer ao diálogo, para a resolução do problema e a manutenção duma paz sincera, e não à violência ou ao orgulho. Isso fazem as crianças. Ridículo é que os adultos também o pratiquem.

H. Santos disse...

As tuas motivações para a aceitação do Natal, renderam a minha pergunta a uma mera brincadeira de crianças em dois tempos... Concordo contigo que devemos aceitar todas oportunidades de união, mesmo que tenham motivações religiosas... o Bem não precisa de motivo, mas se precisar, por alguma razão, esse motivo não faz mal, desde que ninguém saia mal ;)


Há muitos motivos para gostar de ti, afinal... E cada dia descubro mais... Sabes :$

Cármen disse...

H. Santos: Não é bem por aí.
Os motivos da ação são, obviamente, muito importantes, porque não só é a ação um fim em si própria, como também os motivos dizem muito a respeito da pessoa. Para mim, é muito importante fundamentar bem as minhas opiniões.
No entanto, isso é só para mim. A forma de funcionar dos outros já não me importa tanto. Gostaria que todos também tivessem em conta o que está na base das suas ações, mas, se todos o fizessem, a singularidade, tão saborosa, seria perdida. Para além disso, por mais criteriosa que eu seja, os meus pontos de vista serão sempre apenas isso: pontos de vista. Assim, tento apenas alertar os outros, mas, se não se quiserem fundamentar bem, não o façam... não me incomodam muito, enquanto não prejudicarem os outros à sua volta.
A união que proponho insere-se neste contexto, na medida em que é necessária para amenizar (ou até mesmo precaver, ou exterminar) os conflitos, que envolvem mais do que o ser próprio, prejudicam mais do que a própria pessoa. É por isso que, não obstante a minha luta pela fundamentação coerente, não deixo de me apegar a alguém que diverge de mim, desde que o seu comportamento não seja mau (ou prejudicial) para os outros.
Em suma, a união é básica e as mentalidades ou crenças secundárias. Um mundo com pessoas semelhantes, mas desunidas não provoca tanto bem estar como um mundo com pessoas muito diferentes, mas unidas.
Ah, e, acerca do presépio, sabes que não o faço por mim. Faço-o pela minha família (pela nossa união) mas, sobretudo, pela minha avó. Não é algo prejudicial para ninguém e deixa-a um pouco mais contente. Só isso é uma recompensa enorme. :)
Eu amo-te, tonto.

H. Santos disse...

@@@

Victória J. Esseker disse...

Como assim, uma interpretação da natureza? Não percebi muito bem.
Eu nem sei no que acreditar, as religiões tem feito tanto mal, mas um deus em si não mata ninguém, um deus é algo em que nós acreditamos e que nós dá forças quando não as temos. E a mensagem de amor universal de jesus tem sido tão manchada de sangue que grande parte dos próprios cristãos nem sabem porque estão na igreja.

Cármen disse...

Victória J. Esseker: É como disse lá em cima. O cristianismo teve origem na adaptação das religiões pagãs, e essas na astronomia. Todos os mitos cristãos podem ser desmascarados através de factos naturais. Não me recordo agora muito bem, mas, se quiseres, posso fazer uma pesquisa. É que eu trabalhei nisto há já algum tempo atrás e esta reflexão foi redigida há mais de um ano.

Victória J. Esseker disse...

Eu tive agora e pesquisar no google não encontrei nada, tipo se não te der muito trabalho.

Cármen disse...

Victória J. Esseker: A história conta que, na noite de 24 de dezembro, uma estrela a Este guiou três Reis que, por serem magos, haviam previsto o nascimento do Messias para aquela data.
Na verdade, esta é a história que os egípcios fizeram a partir da astrologia. Há uma estrela a Este no céu, a Sirius, que brilha com maior intensidade do que as outras. Na noite de 24 de dezembro, devido às rotações das estrelas e da própria Terra, a Sirius fica alinhada com as três estrelas da cintura de Orionte, que são as que brilham mais na constelação (é também um efeito visual, devido ao seu posicionamento e à sua proximidade à Terra). Esse alinhamento (Sirius + cintura de Orionte) aponta para o nascer do Sol, no dia 25 de dezembro.
A mitologia astrológica começa quando deram o nome de Três Reis a essas três estrelas. Como deves saber, os egípcios davam nomes a todas as estrelas e a todas as constelações e entretinham-se a criar histórias personificadas acerca delas, daí o próprio nome das constelações). Os Três Reis seguem a Estrela, que os conduzirá ao Nascimento do Sol.
Zeitgeist - Official Release (Portuguese), este documentário coleciona um conjunto de exemplos como os que referi acima, entre eles, a crucificação, a ressurreição, o fim dos tempos, entre outros, tudo com base em factos atrológicos (ou interpretações da Natureza), tais como os Equinócios e os Solstícios, entre outros. Não precisas de ver tudo, de 10:00 a 34:18 tens tudo o que precisas para compreender a fraude com base na astrologia.