sábado, 14 de maio de 2011

Condição da Mulher Portuguesa no Século XXI

As mulheres portuguesas, de um modo geral, têm muitas características em comum, devido às semelhanças na forma como foram educadas.
De facto, Portugal é, enquanto Nação, muito influenciado pelo romantismo, o que se reflecte numa população muito típica. As mulheres são o melhor exemplo disso: a maioria tem dificuldade em ganhar espírito crítico e realista, tendo como principais características o pessimismo, o orgulho e o autoritarismo. Por estas palavras, espero conseguir passar a imagem da mulher que, por iniciativa própria, deseja trabalhar, de forma a tornar-se materialmente independente, mas que, no entanto, não quer abdicar da gestão do seu lar, tendendo a ser muito possessiva também nas questões conjugais: quer controlar o seu parceiro e sofre de ciúmes muitas vezes exagerados, infundados e irracionais, achando que deve ela ser a principal prioridade dos que a rodeiam. Esta mulher tende, ainda, a ser mesquinha, pois, na busca desenfreada e teimosa do poder, preocupa-se mais com os fins do que com os meios, sendo, muitas vezes, capaz de tudo para obter o que quer, mesmo que isso implique ser injusta.
Este estereótipo é, também, caracterizado pela atitude precipitada e agressiva, que impede que a mulher seja algo mais que emocional e sentimental, fazendo-a agir sem razão e de forma impulsiva e arrogante, como é tão frequente, orgulhando-se dos seus defeitos e sobrevalorizando-se por este seu espírito tão irracional, achando que todas as outras mulheres deveriam agir da mesma forma (desde que não seja contra si), o que a torna numa romântica devota.
Contudo, há outro tipo de mulher portuguesa do século XXI, também bastante (embora não tanto) popular, que difere nalguns aspecto do exposto: é a mulher medrosa e simpática. Esta mulher tende a ser muito bondosa, excessivamente bondosa. É que esta mulher, sendo também romântica, também se guia pelo sentimento e, desejando a alegria dos outros, chega a ser demasiado optimista e amável; é a mulher que receia dizer a verdade se esta não for doce nem carinhosa e que, por isso, prefere deixar tudo como está e viver na ilusão de que a felicidade e a maldade podem coexistir, pelo medo que têm em fazer acções relevante e de maior risco, impacto e importância, ocorrendo, novamente, na irracionalidade e no irrealismo.
Há, no entanto, uma diversidade vasta de mulheres portuguesas que não se adequam a qualquer dos modelos apresentados - mas essas são de uma complexidade tão específica e duma variedade tal que tentar descrevê-las ou caracterizá-las tornar-se-ia inútil e insuficiente.
Em suma, podemos observar em Portugal dois tipos de mulher, que, embora não sejam um estereótipo adoptado por todas as mulheres e embora a velocidade a que as excepções se acumulam seja progressiva, ainda caracterizam a mulher portuguesa como tipicamente romântica; são eles: a mulher possessiva, pessimista, orgulhosa e mesquinha, e a mulher querida, simpática, amável, frágil e medricas.

6 comentários:

S. disse...

Um texto interessante :)

Cármen disse...

S.: Espero que não tenhas reparado nas imprecisões temporais. Eu só reparei hoje ao ler em voz alta, mas já corrigir. :)) Gravíssimo, o erro. Estava a destruir por completo o verdadeiro intuito do texto. :c

InêsaFerreira disse...

Está muito giro, e interessante o texto (:
Adorei *-*

Cármen disse...

InêsaFerreira: Obrigada. :)

Cota disse...

E não é que é verdade!!?
Muito bom texto, conheço tanta gente que encaixa nesses padrões, assustador

Cármen disse...

Cota: O objectivo era mesmo esse: ser realista, o que significa descrever fielmente, para analisar e criticar. :)