sábado, 1 de janeiro de 2011

explosão da verdade

Aqui estou eu. Mais uma noite de dor e lágrimas. Vou explicar tudo, de uma vez por todas. Já que estou a ficar doida, também posso "falar" de mim, explicar o que penso e sinto com um simples caderno. Talvez um dia alguém o leia. Ou, como já me aconselharam, posso vir a publicar isto. Aí, todos saberão quem sou. Uns irão ter pena. Outros comover-se-ão. Outros achar-me-ão parva. Outros poderão até ficar indiferentes. Outros encontrarão alguém igual a si. Mas ninguém irá ajudar. Não há quem o consiga. Ou então isto nem sequer vai passar de um mero caderno com palavras constituintes de ideias ridículas.

O tempo passou. E tudo ficou por explicar.

4 comentários:

Sílvia disse...

Há verdades que ficam escondidas durante muito tempo e que doem muito...
Se achas que o melhor a fazer é "deitares tudo cá para fora", tens todo o meu apoio :)
Sei bem o que custa viver no silêncio!

Cármen disse...

Sílvia: Nã... Este texto é o início de uma autobiografia detalhada que eu queria escrever, mas com o tempo fui deixando de ter oportunidade, fui-me desinteressando, até que hoje acho que seria apenas uma perda de tempo. A agonia de outrora dissipou-se e, para o lugar dela, veio a minha auto-confiança. Já não me sinto uma pessoa muito triste, sempre a chorar, que não aguenta a dor... Sinto que agora sou uma pessoa com uma história triste, sim, mas que, apesar de tudo, conseguiu ultrapassar e agora aquilo que é uma grande dor para os outros consegue ser-me indiferente. Criei uma espécie de muralha à dor: ela vem, ataca-me, mas volta para trás, repelida.

Antonio Miranda disse...

Garota , você me deixou curioso. Por que menina triste , voçê escreve tão bem. Mas fico contente que vc tem conseguido lidar com isso. Confesso que tambem a momentos que me sinto triste muito triste mas depois passa.

Cármen disse...

Antonio Miranda: Há coisas, António, que acontecem na nossa vida sem que nós possamos interferir na sua realização, sem que as possamos impedir de acontecer, sobre as quais não temos o mínimo controlo... que se acrescem àquelas que, deliberadas ou espontâneas, fazemos, das quais advêm consequências negativas.