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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pedaços de Memória que o Tempo Dissipou


     Ariana sentava-se entre as folhas que jaziam a seus pés, vivas e cansadas das viagens que faziam, quais pássaros guiados pelo vento. Estas folhas, que traziam mensagens de nostalgia, faziam-na perguntar-se a si mesma se valeria realmente a pena esperar tanto por algo que nem conhece, mas que sabe existir, porque o sente.
     A madeira humedecida que suportava os seus pensamentos dava-lhe o conforto necessário para falar à maresia dançante que coadjuvava a expansão do seu cabelo pelo ar, em movimentos ondulantes e surrealmente apaixonantes. A água salgada que não conseguia tocar beijava-a silenciosamente, tranquilizando os seus medos mais ferozes e libertando as pequenas mágoas que a sua esperança ia formando, à medida que provava a sua determinação em ser feliz, num mundo feliz.
     Ao longe, ouvia os sinos e os tambores, marcando o ritmo das vidas de todos os que não os mandavam tocar. Deste cais, era-lhe possível escutar com atenção o que estes sinais cantavam, e não meramente ouvir. Se pudessem ler as lufadas por de trás daquele sorriso calmo e ligeiro, veriam, em vez de simpatia, conspiração. Isso nunca tinha acontecido antes, porque ninguém se importa com o que alguém que não toca pensa ou sente, porque serão sempre meros pensamentos abstratos, dada a impossibilidade de ação. Limitações a que Ariana assistia passivamente, não obstante o brechtianismo interior que estava na base da força e da coragem que faziam de si uma mulher excecionalmente bondosa. E perigosamente contestatária.
     Mais perto, ouviu o seu nome ser aclamado por entre as encenações de vidas consideradas normais, à sua direita. De olhos arregalados e boca ligeiramente aberta, devido à constipação que refletir lhe provocara, virou o seu rosto, para compreender o que se passara. O seu cabelo esvoaçou de surpresa para o lado contrário e exibiu a magnitude de uma mulher esbelta e simples.
     E nunca acontecerá.

Detachment by *Eukendei on deviantART

sábado, 14 de abril de 2012

poder vs. felicidade

«De que vale mostrar ao mundo que se é forte militarmente, se não se conseguem resolver eficazmente os problemas internos?»

like wildfire by =agnes-cecile on deviantART

quarta-feira, 28 de março de 2012

No momento do essencial...

31+ Great Iconic Photos from History - Don't miss these pics !!!!! | funbazaar.com

...o supérfluo desaparece.

Ou melhor: o exterior, como a pele, deixam de ter significância quando aquilo de que se trata é urgente.

Será que, de facto, os preconceitos que nos dominam são verdadeiramente importantes?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Neocolonialismo

«A diplomacia inteligente do período da Guerra Fria conseguiu algum espaço para a soberania dos Estados, mas e o povo?»


lost causes. by ~moondrums on deviantART

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Liebster Blog

     Mais um selo aqui para o cantinho.

     Tenho de agradecer à Olinda, que se lembra sempre de dar um empurrãozinho, embora isto por aqui ultimamente não ande muito agitado (diga-se, de passagem, que não é por falta de ideias, mas sim de cansaço e de falta de tempo, o que significa que em breve isto por aqui deve sofrer de cheias líricas).

Kiss it all goodbye (I am the Mastermind) 
Ironia do Destino (Christian V. Louis) 
Diário da Srta. Lóri Capitu (SRTA. LÓRI CAPITU) 

      Para quem não sabe, Liebster significa amado, adorado ou querido, em alemão.


     Pois aqui estão as regras do amor:
  1. Publicar o link de quem enviou o selo.
  2. Colar o selo.
  3. Passar o selo a cinco blogues que tenham menos de 200 seguidores.
  4. Avisar, através de um comentário, os proprietários dos blogues selados.

domingo, 15 de janeiro de 2012

29. Carta à pessoa que queres contar tudo, mas estás demasiado receoso/receosa

Em seguimento de masoquismo ou culto próprio?.


        O coração aperta e aquece todo o corpo. Lembra-me a sensação de estar apaixonada, mas, na verdade, talvez não seja por isso. A melancolia abala-me, e eu sei que algo está errado. Ou será que aperta porque, ao pensar no que me entristece, lembro-me do que sinto falta?
     Por vezes, confundo a realidade com a ficção. Imagino acontecimentos, personagens, e esqueço-me do que, de facto, acontece. Vivo a ficção que a minha imaginação produz e sinto-a como se fosse real. Igualmente, quando certos acontecimentos ocorrem na realidade, menosprezo-os e não os consigo sentir. Isso prejudica-me na realidade.
     Costumo sentir saudades de quando isto não acontecia -- dos tempos em que existia realidade, e só realidade, e eu era apenas prejudicada por estar nela. Mas isso, na verdade, nunca aconteceu. Eu sempre vivi a ficção e a realidade, e sempre confundi um e outro cenário. A diferença entre o passado e o presente (e esse? Existe?) é que agora eu tenho noção disto -- e outrora não. Agora eu consigo aperceber-me do que se passa comigo. Antigamente, eu poderia jurar que tudo aquilo era realidade -- e, para mim, era.
        Se, então, eu sei o que me está a acontecer e isso me prejudica, por que não o mudo? Eu já provei no passado ser capaz de alterar a ordem das coisas e, inclusivamente, mudar o meu comportamento, quando achava que o devia fazer. A grande oposição é: eu não sei se o quero fazer. Eu não quero trocar as cores de um mundo por um mundo que não me faz feliz.
        Eu não quero continuar no compromisso de atividades que não me dizem nada e que me fazem deixar para trás o que me faz deslizar de satisfação. Quero continuar a acordar todos os dias com a motivação de ser um novo dia, com oportunidades para fazer novas coisas, sem lamentar o frio que está lá fora ou as horas de sono que não dormi. Não quero continuar a acordar todos os dias e pensar que adorava não ter de sair da cama. Estou farta deste ritmo que o mundo me impõe, mas que em nada é meu. Quero partilhar com os outros as coisas que sei e, com os outros, aprender novas coisas. Quero continuar a escrever com a paixão de um amor gigante. Quero deixar de fazer batuques discretos com os meus dedos e tocar, efetivamente, um piano. Quero sujar as telas e as folhas com tintas e carvão. Quero viver com a pessoa que mais amo numa casa discreta no meio da floresta. Ultrapassar esta insetofobia que, irracionalmente, me bloqueia e voltar às raízes de toda a humanidade, à simplicidade tão pura e sincera que originou toda esta comunidade corrupta. Porque sim, eu encontrei alguém que me ama assim, com quem quero partilhar toda a minha vida. Alguém que não só conhece toda a minha estranheza, como também a acha bela. Tenho excelentes amigos, acredita, que também gostam de mim, assim como sou. Sempre duvidaste de haver por aí alguém que fosse, mas essa dúvida não era pelas outras pessoas, mas sim apenas tua. Tu nunca aceitaste os mais pequenos indícios da pessoa que eu poderia ser e nunca aceitarás que eu seja como sou. Nunca serás capaz de amar quem eu sou e, portanto, não compreendes como é possível que mais alguém o seja. Tens os olhos cheios de preconceitos que te impedem de ver para além do físico. Eliminas, logo à partida, qualquer hipótese de ser positivamente surpreendido.
       Gostava de ter o conforto monetário que me permitisse quebrar todas estas regras que me prendem a um mundo cheio de stress. Mas então surgem os meus conhecimentos de economia a relembrar-me de que o dinheiro não aparece, nem desaparece, apenas muda de local -- e que, para eu conseguir ter muito dinheiro e realizar estes meus sonhos, é preciso que, à minha conta, haja muitas pessoas que ficam longe de saber o que é sequer sonhar. E eu sei que, mesmo que eu não contribua para tal, há-de haver sempre alguém que o faça. Mas eu não quero ser essa pessoa. Não quero ser também culpada pelas injustiças que me revoltam. Não quero matar a beleza que encontrei dentro de mim.
       Mas eu sei que não sou a única a sentir estas coisas e a sonhar desta forma. Pelo contrário, tal como eu, há-de haver muita mais gente que, aparentemente, não tem nada de errado, mas que, no fundo, gostava de continuar a ser criança. Por que têm de ser as crianças sempre a única referência de quem corre, ri, brinca, festeja, é sincera e espontânea, canta e dança? Pois eu não quero crescer, não nesse aspeto, e deixar de ser feliz. E eu sei, eu tenho a certeza, que a maioria esmagadora das pessoas sente esta mesma insatisfação dentro de si. Por que, então, não nos unimos todos e nos revoltamos contra este mundo que corrompe as almas?

Soul Meets Body by ~CARUTOS on deviantART

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Controlo Demente escolhe os Blogs Escritores do Ano de 2011

    Olinda Gil, uma seguidora anónima aqui do sítio, resolveu nomear cinco blogues que considerava muito criativos e com grande qualidade, para os Blogs Escritores do Ano de 2011.
    Como já devem estar à espera, para eu publicar isto, é porque fui nomeada. É verdade. É um lisonjeio enorme, sobretudo tendo em conta que eu nunca imaginei que alguém me pudesse vez alguma importância mais razoável, nem nunca imaginei sair da impopularidade do Blogger. Escrevia sem sequer achar que alguém leria. Ainda agora me sinto surpreendida. Novamente, muito obrigada.



A Casa do Alfaiate: A Casa do Alfaiate escolhe os Blogs Escritores do Ano de 2011



Eu resolvi fazer nomeações também:

sábado, 7 de janeiro de 2012

É magia, a Natureza que os rostos beija

     Nestes campos de onde te escrevo, o Sol cedo nasce e tarde se definha.
     Venho, erudita, falar-te dos campos onde o dourado muito dura e pouco raia.
     Aqui, exatamente de onde prolifero a absurdez do meu amor, sinto as plantas em mim -- ou serei eu um pouco delas? As plantas, pois, dançam ao som da melodia dos nortes, que norteiam o sul do destino.



     A sua cor confundia-se com a branca luz que eternamente a abraçava. Juntas dançavam, como dois espíritos que se encontram, ao fim de uma longa busca. No ar ondulavam, almas gémeas de um processo proibido.
     Rodopiava ela, qual fada que se solta, e liberta no ar pozinho cintilante, que esvoaça e paira como pássaros ao redor do ninho. Pois os ninhos perfumava e deixava o seu louro cabelo partilhar a leveza da lavanda distante, de um carinho natural expelido. As partículas despedaçavam-se do seu denso peito e contaminavam o aroma com a subtileza de um salto sem esforço, sem gravidade, de umas pernas carnudas e esbeltas, findadas nos pezinhos delicadamente esticados. Compara-se a uma fada que voa, difundido calor com um sorriso inocente e harmonioso.
     Então, regressa aos braços de quem dela cuida, deixando-a brincar ao luar, sabendo ser toda aquela encenação uma sedução espiritual que lhe faz docilmente.
     Nestes campos onde o vento me beija o rosto, é feiticeira, a Natureza.


Midnight Fiel by ~ChemicalSunflower on deviantART

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

5. Carta aos teus sonhos

Em seguimento de masoquismo ou culto próprio?.

Following her dream by *duchesse-2-Guermante on deviantART

       Acordar todos os dias pode ser uma tarefa tanto ou quanto difícil.
     Eu pensava assim, nas épocas de apatia. Não é que fosse difícil levantar-me da cama e seguir uma rotina denominada enquanto normal, típica de todos os que se acham -- e que muitos assim os reconhecem -- grandes (assim os definem os padrões bege, preto e cinzento, bem como os rostos infelizes e frustrados, que são símbolo de riqueza, conforto, inteligência e maturidade -- o meu avô costuma chamar-lhes homens de linha). Tal como qualquer pessoa normal, eu levantava-me da cama e fazia exatamente as mesmas coisas que os ídolos e os heróis da minha sociedade faziam.
     A diferença era que eu não me orgulhava de seguir os ídolos da minha sociedade. Sociedade que nunca foi minha, verdade seja dita. Os meus olhos pertenciam-me, não à sociedade. Igualmente, pertenciam-me os pensamentos, não à sociedade. Porque eu não deixava que a sociedade fizesse deles seus, como fez a quase todos os que, tal como eu, agiam em razoável conformidade. Os gostos chegavam a todos nós, mas nem todos nós os consumíamos. Era por isso que vocês procuravam. Procuravam quem não se tinha conformado com os desejos da sociedade e se sentia vazio por não encontrar nada que o preenchesse.
     E eu prometi-vos nunca vos deixar nem vos vender. Fiz serões, gritei, chorei e jurei a pés juntos o amor que por vós nutria. E nutro.
     A dor não é de não vos ter porque não vos conheço. Eu conheço-vos, melhor do que ninguém. Eu tive-vos, mas vocês fugiram. Não fracassaram, mas despediram-se e abandonaram-me, deixando apenas uma caixa, não vazia, mas com uma cama bem requintada, com as mais confortáveis almofadas. Essa cama foi feita à vossa medida e agora aloja-se, vazia, em mim e vai suspirando pelos donos que a deixaram assim, por fazer, sem nada dizer antes da partida, deixando o mistério, a dúvida e a incerteza nos lençóis.
     Eu vou vos encontrar. Eu tenho de vos encontrar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Os amantes de Valdaro

Observem bem a imagem.


Conseguem distinguir a raça? Não.
Conseguem distinguir o sexo? Não.
Conseguem distinguir o dinheiro? Não.

Mas sabem que é amor.

Acho que não preciso de dizer mais nada.

sábado, 15 de outubro de 2011

aprovado

  1. Publicar o selo e o blogue de quem o indicou. 
  2. Publicar o questionário e responder.
  3. Indicar dez outros blogues e avisar os seus donos.
♥ Pieces Of Stories: Selos ✽


  1. O que eu mais gosto em mim.
    Definitivamente, a minha parte psicológica. O quê, mais concretamente, não sei bem... Talvez o facto de ser muito crítica.
  2. O que eu menos gosto em mim.
    Sei lá, talvez alguns pormenores físicos... Eh pá, sinceramente não sei, porque eu gosto imenso de mim própria e não acho de grande relevância os aspetos que em mim não aprecio muito.
  3. Se eu ganhasse o Euromilhões, eu...
    Possivelmente, tentaria redistribuir o dinheiro de forma justa pelas pessoas mais carenciadas. Ou então comprava o que aos outros lhes falta e dava-lhes, não sei. Não gosto de pôr hipóteses, especular...
  4. Citar dez coisas sem as quais eu não viveria.
    Ar, água, comida, corpo, amor, filosofia, força de vontade, sinceridade, diálogo e arte.
  5. Qual o significado do blogue para mim.
    O blogue, este blogue, é o espaço onde exponho as minhas composições artísticas e críticas, a que junto também outras coisas que me agradam e acho que deveria partilhar com o mundo. Sem ele, poderia continuar a satisfazer-me, escrevendo exclusivamente para mim. Porém, sinto prazer em partilhar e expor o que faço, depois de o fazer para mim. Aqui liberto emoções através de palavras que não profiro oralmente. Quando digo algo a alguém, por mais belo que me pareça, não o publico aqui - e vice-versa. Por isso, este blogue para mim significa um complemento da expressão linguística dos meus pensamentos.
  6. O que é a beleza para mim.
    Um conceito filosófico muito banalizado, que, intimamente, se define pelo bem, pelo prazer e pela justiça. Algo é belo quando me parece sincero e me provoca prazer ou quando lhe reconheço bem ou justiça - talvez porque isso me provoque prazer.
  7. Frase que marcou a minha vida.
    You are who you want to be, num filme cujo nome já não me recordo. Lembro-me de ser criança e ouvir isso. Ponderei naquilo durante imenso tempo. Pensei que não era verdade, porque eu poderia querer ser médica e isso sozinho não faria de mim médica. Anos mais tarde, foi a partir desta frase que percebi de que forma é a personalidade humana construída e, necessariamente, que as pessoas podem mudar, e de forma consciente e deliberada: sobretudo, que nós conseguimos escolher as pessoas - e não as profissões - que achamos que devemos ser. Nem sempre eu fui sincera, corajosa, frontal, tolerante ou sensata. Eu olhei para os outros, observei-os, perguntei-me o que é que eu admirava neles e adotei essas mesmas caraterísticas. Afinal, eu sou quem eu quero ser.
 Passo o selo a apenas blogues que nunca tinha divulgado, gostando imenso deles também.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Mais do que maquinaria, nós precisamos de humanidade."



-- O ditador de Tomania, o conquistador de Osterlich, o futuro imperador do mundo!

-- O senhor tem de falar.
-- Eu não consigo!
-- O senhor tem. É a nossa única esperança.

-- Perdoem-me, mas eu não quero ser um imperador. Esse não é o meu ofício.
«Eu não quero governar ou conquistar quem quer que seja. Eu gostaria de ajudar todos se possível: judeus, não judeus, homens negros e brancos. Todos nós queremos ajudar-nos uns aos outros. O ser humano é assim: nós queremos viver da felicidade dos outros, não da angústia dos outros. Não nos queremos odiar e desprezar uns aos outros.
«Neste mundo há espaço para todos e a boa Terra é rica e pode alimentar todas as pessoas. O estilo de vida poderia ser livre e lindo, mas nós perdemo-nos no caminho. A ganância envenenou as almas dos homens, construiu no mundo uma barreira de ódio, guiou-nos para o caminho da angústia e do derramamento de sangue.
«Desenvolvemos a velocidade, mas prendemo-nos a nós próprios. A maquinaria que nos dá abundância deixou-nos na necessidade. O nosso conhecimento tornou-nos cínicos, a nossa inteligência tornou-nos duros e cruéis. Pensamos demasiado e sentimos muito pouco. Mais do que maquinaria, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, nós precisamos de carinho e bondade. Sem essas qualidades a vida será violenta e tudo será perdido.
«O avião e a rádio aproximou-nos, mas a natureza destas invenções grita em desespero pela bondade do Homem -- grita pela irmandade universal e a unidade de todos nós -- mesmo agora, que a minha voz está a alcançar milhões no mundo, milhões de homens desesperados, mulheres e crianças pequenas, vítimas de um sistema que faz os homens torturar e aprisionar pessoas inocentes.
«Para aqueles que me conseguem ouvir, eu digo: não desesperem! A miséria que está entre nós é a passagem da ganância, a amargura dos homens que receiam a forma do progresso humano. O ódio dos homens passará e os ditadores morrerão -- e o poder que eles retiraram às pessoas voltará para as pessoas -- e enquanto os homens morrem, a liberdade nunca perecerá.
«Soldados, não dêem as vossas almas a brutos: homens que vos desprezam e vos escravizam; que regem as vossas vidas e vos dizem o que fazer, o que pensar, o que sentir; que vos exercitam, vos alimentam mal, vos tratam como rebanho, vos usam como forragem de canhão! Não se entreguem a estes homens artificiais -- homens-máquina, com mentes-máquina e corações-máquina! Vocês não são máquinas! Vocês não são rebanho! Vocês são homens! Vocês têm o amor da humanidade nos vossos corações. Vocês não odeiam: só os que não são amados odeiam -- os não amados e os artificiais. Soldados, não lutem pela escravidão: lutem pela liberdade!
«No décimo sétimo capítulo de S. Lucas está escrito: o reino de Deus está dentro dos homens -- não de um homem, nem de um grupo de homens, mas em todos os homens: vocês! Vocês, o povo, têm o poder -- o poder de criar máquinas, o poder de criar felicidade! Vocês, o povo, têm o poder de fazer esta vida livre e linda, de fazer desta vida uma aventura maravilhosa! Então, em nome da democracia, vamos usar esse poder, vamos todos unir-nos! Vamos lutar por um novo mundo -- um mundo decente, que vai dar aos homens uma oportunidade de trabalhar, que vai dar aos jovens um futuro e aos idosos uma segurança! Prometendo estas coisas, os brutos alcançaram o poder, mas eles mentiram: eles nunca cumpriram a sua promessa, eles nunca o farão! Os ditadores libertam-se a si próprios, mas escravizam as pessoas! Agora vamos lutar por alcançar essa promessa, vamos lutar para libertar o mundo, para acabar com as barreiras nacionais, para acabar com a ganância, com o ódio e a intolerância! Vamos lutar por um mundo de razão -- um mundo onde a ciência e o progresso nos levarão à felicidade de todos!
«Soldados, em nome da democracia, vamos todos unir-nos!
O Grande Ditador, Charles Chaplin, 1940

sábado, 1 de outubro de 2011

"Mais um selo pá"

É esse o nome da coisa.

The Reckless Life Of...: Mais um selo pá
Uma vez mais, da Sr.ª D.ª Victória J. Esseker. E é favor não levarem esta designação a sério, que a moça é jovem.

Ora, desta vez, tenho apenas de recomendar cinco blogues ao pessoal. Aqui vão eles:
Aproveito a oportunidade para avisar que o Mentes Sigilosas já está em andamento. Para os que ainda não sabem, este blogue é um projeto de parceria entre mim e a I am the Mastermind, que deverá consistir numa história criada a meias (uns capítulos redigidos por mim, outros por ela), em princípio acerca das visões que uma personagem tem do mundo, as suas contradições e o seu percurso.

sábado, 24 de setembro de 2011

De outra seguidora espetacular...

...mais um selo, desta vez da Hayley Nya*, em Over My Dead Body. É o que eu digo, isto são demasiados mimos para uma pessoa só. Muito obrigada. :)

My Love Is Your Love (Forever): 100 = Selo Oficial
Eis a parte desafiante:
  1. Partilhar um segredo que guardo daqueles que conheço.
    Bem, eu não conto aos desconhecidos coisas que escondo dos conhecidos... a menos que se refiram aos fisicamente conhecidos. Isso também é difícil dizer, porque eu escondo duns, mas mostro a outros... não vejo na parte física uma barreira nem uma ponte. Mas, talvez, que conheci pela net ou que só conheço pela net algumas pessoas de quem gosto bastante. Não o faço por vergonha disso, mas porque sei que alguns não o compreenderiam e eu não gosto quando duvidam da minha sinceridade ou da realidade dos meus sentimentos, nem quando me ridicularizam por algo por que tenho apego.
  2. Se tivesse 48 horas de vida o que faria obrigatoriamente.
    Muito difícil de responder, também. Acho que não sei... porque eu tento aproveitar cada oportunidade como se fosse a última, para que nunca me arrependa de não ter feito algo que queria fazer. É que, acho eu que ao contrário da maior parte das pessoas, eu tenho noção de que posso morrer a qualquer momento. Gosto de, a qualquer hora, saber que, se morresse naquele momento, a minha vida teria valido a pena. Talvez tentasse desaparecer do mapa sem deixar rastro, para que a minha ausência fosse tão pouco notada quanto possível. Acho que não me sentiria à vontade para interromper a vida dos outros com o meu mal... parece-me sempre um bocado egoísta da minha parte incomodar os outros com os meus males.
  3. Passar a dois blogues.
    Vocês querem-me mesmo matar com estes limites. Vou aproveitar para pôr aqui o Expressividade, que é, para mim, absolutamente excelente, mas que nunca tinha divulgado porque nunca o tinha lido com grande intensidade, e o escrita acordadora, que, por algum motivo, me está bloqueado, mas que adorava ler quando podia aceder.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Muse: Knights Of Cydonia


«Come ride with me
Through the veins of history,
I will show you how God
Falls asleep on the job.

And how can we win
When fools can be kings?

Do not waste your time
Or time will
Waste
You.

No one is going to take me alive!
Time has come to make things right.
You and I must fight for our rights!
You and I must fight to survive.»
MUSE - KNIGHTS OF CYDONIA LYRICS 

De uma seguidora porreira...

...mais um selo. Não que eu ligue muito a estas coisas, mas é sempre agradável colocarem o nosso trabalho numa elite dos seus preferidos. :)

Desta vez o local original onde a semente foi plantada parece-me tão longínquo e inacessível que acho escusado dedicar tempo a procurá-lo, pelo que aqui, pela primeira vez, o selo não terá a fonte denotada.
E, como não foge à regra, tem um pseudo-desafio a cumprir. Aqui vai.
  1. Dizer quem o ofereceu.
    A senhora dona Victória J. Esseker, que é uma moça com uma mentalidade interessante e uma personalidade engraçada. É sempre agradável falar com ela.
  2. Partilhar sete coisas sobre mim.
    Ora muito bem...
    • Eu adoro ir à escola;
    • Tenho a mania de ser muito rigorosa nas palavras;
    • Transito constantemente entre reflexões racionais e gargalhadas estridentes;
    • Vejo o mundo duma forma apaixonante e falo duma maneira relativamente inteligente e entusiástica, o que me dá uma imagem um bocado nerd e simultaneamente paranóica;
    • Não me preocupo minimamente com o facto de os outros me apreciarem ou não;
    • Não me produzo (em termos de acessórios e coisas supérfluas) quase nada;
    • Sou altamente apaixonada por filosofia, política, arte e desporto.
  3. Passar o selo a sete blogues.
    E agora é que a porca torce o rabo, porque acho que mais do que sete blogues mereciam isto... mas cá vai. Para quem anda à procura de literatura, vejam os blogues que eu sigo publicamente (estão no meu perfil), porque esses, para mim, são os melhores que conheço, mesmo que não estejam aqui.